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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Gelado... Ardente.

Frio
O olhar,
O toque,
O respirar.
Gelado...
O sorriso,
Os sons,
As palavras.
Quente...
Os sentimentos,
O viver,
O presente.
Ardente...
Os pensamentos
O coração,
O amor.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Conseguirei?

Deitar-me no teu colo...
Aconchegar-me nos teus braços
Rever-me nos teus actos...
Sentir-me nos meus gestos.
Conseguirei...
Reerguer-me?
Ir a luta?
Continuar o caminho...
Seguir o que faz sentido.
Conseguirei...
Olhar em frente?
Corrigir os erros?
Não me prender ao passado...
Deixar querer o futuro.
Ainda haverá futuro?
Que futuro?
O meu futuro...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Chamas Ardentes

Percorre-me o corpo aquele arrepio doentio...
Varre-me a alma...
Queima-me o coração.
Vira-me do avesso como o vento num dia de temporal.
Fico exausta!
Sinto o mar de chamar a lavrar pelas minhas veias.
Pergunto por ti frio...

Onde andas?
Preciso que arrefeças este Ser.
Nele apenas permanece medo,
Juntamente as minhas insensatas perguntas
como estas lágrimas em debandada por labirintos
de fogo dos quais jaz a nudez branca do meu corpo por ti.

Mas quem chama por mim?
Nem sinal de resposta...
Fico na obscura inquietude do meu funeral de cinzas
Que a muito custo teimo respirar.

Saberei, sem saber o que é um mar de chamas?...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

domingo, 18 de julho de 2010

Desespero

"No desespero e no perigo, as pessoas aprendem a acreditar no milagre. De outra forma não sobreviveriam."

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Porque a SAUDADE existE

"A primeira saudade é a de um bem-estar fulgurante e tranquilo, de uma sensação que inunda alma e corpo por dentro e que nos leva a sentir que nada está fora do seu lugar, que se está certo nesse lugar e certo na relação de um com o outro, que tudo é musical e luminoso, que a harmonia está numa compreensão íntima a vir de uma tensão permanente de ternura, inteligência, sensibilidade e desejo.

A segunda saudade é a de ver e ouvir, de perto, de se estar ao pé um do outro, de haver olhos que se olham, caras que se vêem, risos deslumbrados que se têm, palavras que se dizem ou é como se fossem ditas, gestos que se fazem ou apenas se esboçam, e de se sentir que nisso se é naturalmente intencional nos recados que se dão por cada um desses meios, como se é naturalmente capaz de adivinhar e de decifrar tudo o que se quer realmente dizer.

A terceira saudade é a que se liga aos momentos mais importantes que se vivem, passeios e paisagens, deambulações, pessoas que se passam a conhecer, coisas que se contam, confidências repentinamente tornadas necessárias, sonhos e palpites, expressões que se surpreendem, efeitos de luz, flores, ruídos do campo e do mar, músicas tantas vezes ouvidas quando se atravessa a noite, cores e sabores, emoções em que o íntimo e o de fora se combinam de um modo único e partilhado como não se pode acreditar que a mais ninguém tenha acontecido, em que o que já se passou continua a estar presente e é cada vez mais intenso e activo.

A quarta saudade é a do contacto da pele: mãos que se apertam e percorrem, afagos que se aventuram, bocas que se encontram, sensações que se sabem de cor e se querem inesgotáveis, corpos à beira de explodir ansiosos, tanta fome e tanta sede, liberdade e pudor, impaciência e timidez, contenção e promessa, tudo a renovar-se e a tornar-se ilimitado a cada momento, repassado de uma doçura que nenhumas palavras conseguem descrever.

A quinta saudade é a da vida prática do dia-a-dia, ideias e projectos, tentativas e certezas, coisas que têm conta, peso e medida, espessura, ritmo, existência concreta, efeitos reais, coisas que são vão criando porque se está a remar na mesma direcção e se tem a consciência disso, coisas que são reciprocamente induzidas e aperfeiçoadas, combinações de risco e de bom senso que se sente que resultam graças a esse empenhamento e a uma alegria da seriedade com que são postas em andamento.

A sexta saudade é a que faz com que um esteja sempre a falar com o outro e a fazer parte dele, a respirar nele e a existir nele, veia a veia, fibra a fibra, tecido a tecido, músculo a músculo, a ter de dizer-lhe sempre do seu amor das maneiras mais variadas e a propósito das situações mais diversas, com efeitos de luz e sombra, veemência e desvario, ansiedade e contentamento, sem nunca querer ou ser capaz de distinguir esse amor da própria vida e a só conseguir ser feliz assim.
A sétima saudade é a mistura transbordante de todas as anteriores, criando uma dimensão em que cada uma delas leva a todas as outras e recupera todas as outras, como se estivesse a olhar um caleidoscópio, ou como se estivesse dentro dele e se fosse parte activa desse universo de reflexos interactivos, de brilhos, jogos de espelhos, formas coloridas, tempos sempre em mutação, espirais alucinantes mas invariavelmente ancoradas no coração das coisas e no coração propriamente dito e uníssono: é uma saudade que funciona como uma espécie de cursor no tempo, deslizando para trás e para a frente, girando em todas as direcções, revivendo as anteriores, inventando as próximas, entrançando umas e outras, agarrando-se a esperanças, sobressaltando-se com acasos, e sofrendo, sofrendo, sofrendo, só de pensar que se pode estar a uma distância de dias ou de apenas umas horas. "
Vasco Graça Moura in "Meu amor, era de noite"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Com Poucas Sensações Fascinantes

Dizes-me tu: "Olha-te ao espelho e agradece a Deus,
á vida por seres quem és.
Só assim entraste desta forma especial."
Eu fico de frente pro espelho...
Olho, volto a olhar...
Vejo, volto a rever!
Quem sou eu afinal para ti?
Porque não entendo algumas das tuas atitudes?
Que pretendes de mim...
Sendo que num momento sou importante
e no momento seguinte,
já não sou ninguém?!
Há ocasiões em que as tuas palavras
são como os abraços...
E os teus abraços como fascínios!
Há instantes em que os gestos
são frios...
E o teu semblante sem vida!
Também nunca disse Adeus!
Mas a dor surge...
A tristeza invade...
A mágoa sufoca!
gestos que magoam.
O olhar que não perdoa.
A atitude que nos derrota.
O caminho segue...
Cabe-nos querer seguir
no mesmo sentido,
sob a mesma orientação.
Porque pronuncias que deixam
SAUDADE!...
E o Norte é Aqui.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

São João!

Fui ao São João ao Porto
Com enorme alegria
Ver o fogo de artificio
Naquela noite de folia.
Noite de São João
Noite de tanta brincadeira
No meio de tanta gente
Falto eu na ribeira.
Nesta noite de São João
Para muitos especial,
Para mim foi uma longa noite
Nunca terei outra igual.
No dia de São João
Vamos todos cantar,
Brincar com um balão
Até ele rebentar.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Nao me vejas...

... como um objecto,
como um ser amorfo.
Não me vejas...
...só quando te apetece,
ou quando te dá jeito.
Não faças fintas para me contornares.
Lá longe, bem lá no fundo,
vais cruzar-te comigo.
Terás de me olhar,
terei de te ceder passagem.
Nem por um momento que seja, vais ter de partilhar a tua vida com a minha!
Terás que me ver!
Não me vais querer ver...
Não me vais querer sentir.
Mas eu existo....
Tenho vida.
Sou vida!
Vou querer que me vejas.
Exactamente como SoU!
Sem efeitos especiais...
Apenas transparente como sempre fui.
Não me vejas... apenas.
OLHA-ME.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Acordar...

Acordo e sinto-te...
Porque choves?
Porque choras?
Anuncias vida?
Ou será que trazes morte?...
Será essa simbiose em vida de morte?

Chove...
Sinto-te no corpo...
Entranhas-me a alma.
Fundeste com os sentimentos.

Arrepio-me!
Não sei se sinto frio,
Ou calor!
Apenas te sinto...
Me sinto!

Salpicas a terra
Como uma fina cortina húmida de cetim.
A chuva vai caindo,
O tempo vai passando...
A terra abraça a água.
A água entrega-se aos grãos da terra.

Continuo o meu caminho...
Tu guias-me a cada gota que deixas cair.

Chove tanto...
Que chova mais!
Mais que chuva...
Mais que vida,
Que chova o céu.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Troca de olhares!

Passei por ti...
Cruzei o teu caminho...
Interrompi os teus passos!
Quis olhar...
Tentei que me olhasses,
Desejei que os nossos olhares
seguissem no mesmo sentido.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Descer a rua da vida!

Vagueio pela rua estreita apinhada de gente...
Sinto-me livre ao mesmo tempo que sufocada!
Desço a rua...
Desvio-me dos olhares...
Da presença de Seres!
Queria ser invisível...


Não ser vista,
Não ser observada,
Não ser sentida!
Mas em contrapartida,
Misturo-me com a multidão!
Mistura de cores...
Cheiros...
Olhares...
De vidas!
A calor faz-me transpirar ao mesmo tempo
Que seca as mesmas gotas de suor.
Tal como eu,
O sol aparece e desaparece!
Ao contrario de mim,
Ele é inacessível,
Inalcançável,
Inatingível.
Por vezes gostava de ser SOL!
Para aquecer quem sente frio,
Para brilhar quando tudo parece escuro!
Chego ao fim da rua...
Volto para o sol?
Sigo para a noite?
Opto por me misturar na multidão.

Num sonho teu...

domingo, 4 de abril de 2010

Paleta de Emoções!

Neste verde me perdi...
Neste azul me reencontrei...
No centro daquelas casas convivi...
Com aquela gente sempre estarei!

Ouvi histórias que nunca pensei ouvir!
Recordei gente que já há muito deixaram de estar entre nós.
Falei com gente que se interessa pela nossa história.
Testemunhei o quanto é bom ser Rabialba!

Cantei canções de embalar...
Brinquei como uma criança!
Saltei paredes na ânsia de voar...

E voei...

Em pensamento...
Numa mistura de emoção,
Felicidade,
Alegria
e como se não houvesse amanha.
Trago comigo o cheiro das flores,
As cores dos campos,
Os sabores das deliciosas refeições
E os sons melodiosos da família Feliz!
Paleta de emoções...
Mistura de sensações...
Partilha de sentimentos.

sábado, 3 de abril de 2010

Aconchego!

Junto daqueles que são especiais;
A viver momentos que são únicos;
Na terra que desperta os sentimentos mais puros;
Olhando nos olhos de quem me quer bem.

No Aconchego
Das minhas gentes,
Vivendo tradições que teimam em se perder,
Sentindo o cheiro dos espaços que me viram nascer.

Este vento que só Aqui faz sentido,
Este sol que me renova energias...
Este céu único que testemunha as minhas partilhas!

Neste Aconchego
Quero continuar...
Com este Aconchego quero sempre viver!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Às vezes...

Às vezes sou uma tempestade de inverno.
Às vezes sou uma tormenta de verão.
Às vezes deixo a minha vida noutras mãos.
Às vezes deixo-a com a solidão.

Às vezes sou um rio desejoso de chegar ao mar.
Às vezes sorrio esquecendo os problemas.
Às vezes apetece-me jogar.

E há tantas coisas com que me preocupo,
Outras que nunca esquecerei.
Muitas por pronunciar.

Sempre que o meu mundo se converte numa memória,
Cada segundo é uma história!
Pouco me importa o que dirão...
Pois não sabem quem sou...
Eu sei quem sou.

Às vezes gostava de ser errante.
Às vezes preciso que todo o mundo me queira
E mesmo assim, às vezes quero mais...

Às vezes entrego-me sem medo dos sentimentos,
Às vezes escondo-me atrás de uma armadura de ferro.
Às vezes provoco dor...

E há tantas coisas que vagueiam na minha memória.
Momentos de derrota...
Momentos de vitória...
Muitos medos que ainda retenho na solidão.

Não me importo o que dirão...
Não sabem quem sou...
Eu sei como sou.